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Brasil pós eleição

Paulo Delgado e Gesner Oliveira, palestrantes convidados pelo SINFAC-SP para tratar dos assuntos macro do “11º Simpósio dos Empresários de Fomento Comercial do Estado de São Paulo”, brindaram os cerca de 200 participantes do evento com verdadeiras aulas em suas respectivas especialidades.
 
Sociólogo, professor e ex-deputado, Delgado disse no evento recém-realizado (28/09) que o Brasil requer uma combinação entre capacidade institucional, credibilidade social e visão internacional, pois só assim poderá iniciar a redução de uma defasagem histórica.
 
“Entre os 25 países do mundo com mais de 50 milhões de habitantes, somos o único que patina no processo de desenvolvimento”, disse o especialista, aludindo ao fato de a participação do PIB brasileiro na economia global estar estacionada há quase seis décadas.
 
Delgado considera especialmente preocupante para a reversão desse quadro a ausência de políticos locais focados em inovação, tecnologia e aquilo que ele define como “progresso imaterial”, realidade presenciada diariamente pelo fomento comercial, em meio a novas ferramentas operacionais e à crescente abolição do papel nos mais diversos processos.
 
Agora no segundo turno, ele espera o arrefecimento do clima conflitivo, marcado por insegurança, incerteza e até desprazer durante o primeiro, com a emoção finalmente cedendo espaço para a razão.
 
“Foram duas campanhas atípicas, feitas da cadeia e do hospital, que empolgaram o eleitorado como uma luta de galos feridos. Bolsonaro foi escolhido por mandar um recado desaforado à política e cumpriu bem o seu papel”. Já Haddad, no seu entender, aceitou o posto de porta-voz do passado e foi abraçado pelo Nordeste como tábua de salvação.
 
De forma geral, porém, o sociólogo define ambos os candidatos como sem programa, unidade de ideias e perspectivas futuras tranquilizadoras. “O principal sinal disso são os 30 partidos que elegeram deputados e farão um governo de chantagem e crise permanente”, prevê.
 
No campo das tendências, o sociólogo leva em conta o esgotamento do modelo econômico petista, o apelo de renovação trazido por Bolsonaro e a tendência oposicionista do atual eleitor, que votou maciçamente em deputados ligados ao postulante à Presidência.
 
Economia
 
Também sob a ótica do processo eleitoral em curso, Gesner Oliveira pontua alguns dos aspectos que considera essenciais à melhoria da atual situação econômica.
 
Para o professor da FGV e comentarista da Rádio Bandeirantes, o primeiro fator a considerar é o reequilíbrio do orçamento, como faz toda família quando os gastos mensais são maiores que os ganhos. O segundo é o estabelecimento de uma agenda do crescimento, com ênfase no investimento em infraestrutura, “pois isso aumentará, ao mesmo tempo, a demanda e a competitividade do país, via melhores portos, aeroportos e estradas”, explica.
 
Enquanto esses eixos de ação não estiverem funcionando ele estima uma modesta evolução do PIB, não devendo superar os 1,4% este ano, quadro cuja mudança afirma depender das reformas essenciais à sobrevivência econômica do país no médio prazo.
 
Já o possível retrocesso do desemprego, hoje na casa dos 12%, Gesner condiciona a dois ou três anos de recuperação mais sólida, um quadro tão bem-vindo quanto a reestruturação da Previdência Social e um vigoroso processo de desburocratização para reduzir custos e facilitar o ambiente de negócios.
 
Como pano de fundo para essa virada de mesa, Gesner enumera algumas qualidades que considera indispensáveis para o próximo governo, seja lá quem vença no próximo dia 28.
 
“Estabilidade de regras, transparência, consistência do discurso, elevado padrão ético – para dar legitimidade e capacidade de mobilizar a sociedade em torno das reformas, bem como de negociação com o Congresso”, arremata.
 
Fonte: Reperkut
 
http://www.sinfacsp.com.br/noticia/analistas-de-politica-e-economia-projetam-o-brasil-pos-eleicao

 



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